BLOG DOS CHAPAS DE CAMINHONEIROS DAS ESTRADAS BRASILEIRAS

O QUE É CHAPA

Você já deve ter visto nas margens das estradas e rodovias brasileiras, umas pessoas "acampadas" , próximo da entrada das cidades. Geralmente, se identificam, como CHAPA.
São os GUIAS para motoristas, no perímetro urbano, e ajudam nas cargas e descargas do material transportado.

Há muitos anos acalento a idéia de publicar um LIVRO com fotos dos CHAPAS DO BRASIL.
Enquanto esse sonho não se realiza, vou postar, aqui as fotos do futuro LIVRO.

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São Paulo ( Brasil ), Capital, Brazil
e-mail:eduardo.cimitan@gmail.com

CHAPAS de MAIO - SENTA / LEVANTA

Chapa da entrada de FLORIANÓPOLIS , SC, BR 101, sentido Norte ( Porto Alegre/Curitiba)






Dança dos CORPOS- Senta/Levanta - É a vida dos CHAPAS - Abril 2008 - Fotos Eduardo P.L.

6 comentários:

Anônimo disse...

Oi Eduardo, tudo bem? Meu nome é Gabriela, consegui seu contato no blog dos Chapas, espero não te incomodar muito.
Primeiro queria dizer que achei muito interessante a idéia de fazer um blog pra esses profissionais da estrada. Você achou uma ótima maneira de mostrá-los ao mundo. Não são muitas as pessoas que sabem quem são os responsáveis pelas placas espalhadas nas estradas ou o que eles fazem.
Agora deixa eu explicar o motivo do email. Eu sou estudante de Rádio e Televisão da Faculdade Cásper Líbero, daqui de São Paulo, estou no quarto e último ano, portanto em fase de trabalho de conclusão de curso, e eu e meu grupo estamos fazendo uma série de "mini-documentários" para a televisão. E um dos temas que surgiram pra gente fazer um dos documentário foi os chapas, devido a nossa curiosidade sobre essas pessoas. A partir daí começamos a pesquisar na internet coisas sobre eles, foi aí que achei a matéria no G1, do portal Globo.com, que tinha o link do seu blog.
O que acontece é que a gente estava querendo sair um dia, pra fazer uma pesquisa, conhecer algumas pessoas, conversar com eles e tal. Aí, queria saber se você tem contato direto de algum chapa daqui de São Paulo, ou alguém que possa nos ajudar em relação a isso! Qualquer indicação é bem vinda!!
Acho que é isso...desculpe qualquer coisa!!
Att,

Gabriela Carraro.

Eduardo P.L. disse...

Gabriela,


foi um prazer receber seu e-mail.
O que posso dizer para você, foi o que disse ao jornalista do portal G1.
Vai depender muito da sorte de vocês encontrarem CHAPAS de bom humor para aparecerem em filmes e fotos. São, em geral, muito desconfiados , e não gostam de fotos. É gente que por alguma razão não precisa ou não pode se expor!
Moro em Santa Catarina, e não tenho amizade com Chapas de São Paulo.Mas já fotografei dezenas de placas e alguns Chapas na MARGINAL do PINHEIROS entre as pontes do Morumbi e Santo Amaro. Sentido Cidade Universitária?Morumbi.
Mas tem muito em todas as estradas de entrada das grandes cidades. Anhanguera, Castelo, Dutra, basta passar por elas e verão muitos CHAPAS trabalhando. Aí entra a sorte. Se encontrarem alguns dispostos a falar e serem filmados...grandes histórias certamente vocês revelarão.
Chegar com cuidado, e sem levantar dúvidas das intenções, é fundamental. Chapa não gosta de POLÍCIA.
Isso é o que posso adiantar. O meu blog esta a disposição de vocês para divulgar vosso trabalho, ou qualquer outra informação.

Boa sorte e sucesso,

Eduardo

Sonia A. Mascaro disse...

Eduardo,
Gostei demais das fotos com a silhueta dos chapas... ficou incrível!

Que legal, você foi entrevistado pelo G1, eu não sabia e gostaria de um link para esta matéria. Incrível a repercussão do CHAPA, que já está sendo visto e citado no universo dos trabalhos acadêmicos! Parabéns, Eduardo!
Bjs.

james emanuel disse...

Muito bom.

Um abraço.

Eduardo P.L. disse...

James,

obrigado, meu chapa!

Forte abraço e obrigado pela visita e comentário.

Maria Augusta disse...

Uma bela maneira de mostrar a rotina dos chapas, esta seqüência de fotos que parece uma dança...
Abraços.

Arquivo do blog

REVISTA G1 do Portal de Notícias da Globo

A REVISTA G1 do PORTAL DE NOTÍCIA DA GLOBO publicou dia 23/setembro/2007 esta matéria:
Chapa, um verdadeiro amigo do caminhoneiro
À beira de estradas e avenidas, cada vez mais ele faz parte da rotina da Capital.Seu trabalho é servir de guia a motoristas e ajudar na descarga.MARCELO MORA
Especial para o G1, em São Paulo entre em contatoMarcelo Mora/G1
Genivaldo Barboza Carvalho, de 54 anos, um chapa com freguês fixo, aguarda serviço à beira da Rodovia Anhangüera. Quem chega pelas rodovias mais movimentadas ou passa por algumas das principais avenidas de São Paulo, como as marginais e a Bandeirantes, já pôde observar pequenas placas com os dizeres “CHAPA”, geralmente escritos a mão, com cores berrantes e letra irregular. Qualquer lugar serve: uma pedra, uma chapa de metal, um pedaço de madeira ou então de papelão mesmo, colocado em uma árvore. O objetivo é sempre o mesmo: chamar a atenção de caminhoneiros que chegam à Capital.Conheça alguns chapas das rodovias de SP
Na luta pela sobrevivência, o chapa oferece, na beira das estradas e avenidas, os seus serviços aos motoristas que vêm do Interior ou de outros estados. Em síntese, é mais um bico para aqueles que estão fora do mercado, seja pela idade, por falta de qualificação profissional ou por outros motivos, como ser ex-detento. Os caminhoneiros pagam aos chapas pelos serviços de guia. Afinal, circular pelos bairros de São Paulo não é tarefa das mais fáceis. E percorrer o melhor itinerário significa economia de tempo e, claro, de dinheiro, evitando ficar parado em congestionamentos. Por isso, todo chapa que se preze conhece a Capital na palma da mão. Chapa serve também para ajudar a carregar e descarregar a carga. Muitos caminhoneiros ainda trabalham como autônomos ou particulares. E necessitam desse tipo de mão-de-obra na entrega da carga. Como geralmente não conhecem as pessoas em São Paulo, recorrem aos chapas.
Madrugar e confiança
Como toda profissão, a de chapa também tem os seus macetes. Com a concorrência aumentando a cada dia, chegar cedo, logo de manhãzinha, à beira da estrada é um deles. E a confiança é o outro; o mais importante, aliás. É com base na confiança que o chapa pode até mesmo formar uma “clientela”. “Consigo arrumar trabalho todo dia, porque tenho freguês fixo. Se você não trabalhar direito, o caminhoneiro não te pega mais. Tem caminhoneiro que me liga avisando que está vindo e já marca para eu esperar nesta ou naquela estrada”, conta Genivaldo Barboza Carvalho, de 54 anos, enquanto acenava para motoristas à beira da Rodovia Anhanguera, na tarde de sexta-feira (21). Genivaldo, aliás, tem o perfil típico do chapa. São homens acima dos 50 anos que não encontram mais colocação no mercado de trabalho. “Comecei de chapa há três anos, porque não arrumo mais serviço. Trabalhei 28 anos como conferente em empresa de cargas com carteira registrada e ainda não consegui completar o tempo para me aposentar”, lamentou.Concorrência acirradaMarcelo Mora/G1Em menos de um quilômetro na Anhangüera, os chapas se enfileiram. A cada parada, o caminhoneiro pode constatar que os preços vão ficando mais baratos. A descarga de um caminhão, por exemplo, pode variar de R$ 30 a R$ 100; de uma carreta, de R$ 50 a R$ 200. Para circular pela Capital, fica mais em conta: entre R$ 20 a R$ 520. “Antigamente compensava (trabalhar de chapa). Agora, está ruim de serviço e tem muita concorrência. Por isso, não é todo dia que eu arrumo serviço. O que aparece, tem de pegar”, relata João Caetano de Souza, de 58 anos e há 15 no ‘ramo’. Um pouco adiante, preços ainda mais baixos e mais reclamações. “Consigo tirar R$ 100 por semana, uma mixaria”, diz Osvaldo Feitosa Dias, de 55 anos e chapa há 20, comodamente assentado em uma pedra à beira da estrada.Blog do ChapaComo em toda profissão, há os chapas confiáveis e aqueles que se aproveitam para passar por chapas e roubarem as cargas dos caminhoneiros. Desta forma, a desconfiança é inevitável, e quem paga são os chapas honestos. Aos poucos, no entanto, esses trabalhadores marginalizados começam a chamar a atenção de setores da sociedade, já que cada vez mais fazem, literalmente, parte da paisagem urbana. O artista plástico Eduardo Penteado Lunardelli, de 63 anos, por exemplo, criou o Blog do Chapas de Caminhoneiros. “A intenção é divulgar a idéia dos chapas e reunir fotos para fazer um livro chamado ‘Chapas do Brasil’. Com todas as fotos juntas, você terá um panorama fantástico, tanto geográfico quanto étnico, do Brasil”, explicou Eduardo.
João Caetano de Souza, de 58 anos é chapa á 15:" Esta ruim de serviço. O que aparece tem de pegar" MARCELO MORA G1

Algumas definições e textos com CHAPA

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO
CBO- Classificação Brasileira de Ocupações
7832 Trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias
7832-15 ::Carregador (veículos de transportes terrestres) - Carregador de caminhão , Carregador de vagões , Carregador e descarregador de caminhões , Chapa (movimentador de mercadoria) , Chapa arrumador de caminhões , Chapa de caminhão


Chapa - É a denominação dada ao profissional autônomo que é contratado pelo motorista de caminhão para fazer o carregamento ou descarregamento da carga, na origem ou destino. http://www.guiadelogistica.com.br/

O "chapa" é aquele que se destina a descarregar mercadorias de caminhões, atendendo, a cada dia, motoristas e empresas distintas.
Com efeito, o "chapa" coloca sua mão-de-obra à disposição de múltiplos tomadores de serviços, geralmente permanecendo às portas de fábricas, por exemplo, à espera de serem chamados por caminhoneiros para promover o descarregamento das mercadorias por estes transportadas.


O chapa passava despercebido a toda a cidade, mas eu estacionei o carro para pedir informação. Sua profissão era essa mesmo: informar os motoristas e ...

O motorista desconfia que parte dos "chapas" (homens que fazem carga e descarga, colocados estrategicamente nas entradas das cidades) são olheiros de quadrilhas de roubo de carga. Alguns "chapas", comenta, "parecem microempresários, pois vivem com o celular na mão, dando dicas". CARLOS ROBERTO 37 anos, motorista que teve seu caminhão roubado.

Ao viajar por cidades desconhecidas, o caminhoneiro tem um companheiro certo, o "chapa", que o conduz até o local de entrega da mercadoria.
Fonte: Google

DAS HAVAIANAS- Dez- 2007

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Entrada de Blumenau, SC - Setembro 2010 ( Foto: Aloísio Almeida Prado)