BLOG DOS CHAPAS DE CAMINHONEIROS DAS ESTRADAS BRASILEIRAS

O QUE É CHAPA

Você já deve ter visto nas margens das estradas e rodovias brasileiras, umas pessoas "acampadas" , próximo da entrada das cidades. Geralmente, se identificam, como CHAPA.
São os GUIAS para motoristas, no perímetro urbano, e ajudam nas cargas e descargas do material transportado.

Há muitos anos acalento a idéia de publicar um LIVRO com fotos dos CHAPAS DO BRASIL.
Enquanto esse sonho não se realiza, vou postar, aqui as fotos do futuro LIVRO.

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Entrevista dada à Jornalista Mônica Casanova ( Outubro 2009 )




À espera de trabalho

Por Maristela Caretta

Eles ficam parados nas beiras das principais estradas e rodovias de todo o país. Como ferramenta, uma placa, com os dizeres “CHAPA”, geralmente escritos à mão. São o braço direito de muitos caminhoneiros. Ajudam a carregar e descarregar mercadorias e a guiar o motorista para o endereço desejado.

Trabalhadores informais, eles já viraram até dissertação de mestrado. Para Pedro Mezgravis, 32, mestre em geografia humana, que dissertou sobre essa atividade na USP, a origem do nome “chapa” depende da região. “Eu observei desde relação de camaradagem e amizade, como na expressão: você é meu ‘chapa’, até a parte superior da cabeça, a ‘moleira’, ser chamada de chapa ou ‘chapa quente’, pois a maioria das mercadorias é transportada na cabeça.”

Até na web o chapa aparece. O artista plástico Eduardo Lunardelli, 66, é criador do blog Chapa Brasil (www.chapabrasil.blogspot.com), ganhador dos prêmios Eu tenho um blog de Elite das Havaianas e Prêmio Blog Solidário da Le Jardin Èphémère.

Segundo ele, o perfil desses profissionais é muito variado. “Os chapas têm de 20 a 60 anos, geralmente estão desempregados ou com pendências judiciais. Por isso não conseguem encontrar um emprego formal.” O sociólogo Mezgravis acrescenta que até hoje não foram observadas mulheres trabalhando como chapa e que são encontrados desde pessoas sem formação escolar até ex-auxiliares de escritório.

Reginaldo de Oliveira, 38, trabalha desde os 30 como chapa na Via Anchieta. Era metalúrgico de uma empresa de São Bernardo. Mas a firma fechou e ele perdeu o emprego. “Chapa é um bico, foi o que apareceu. É melhor do que ficar parado”. Ele ganha, num “mês bom”, entre R$ 1.000 e R$ 1.500.

Mas afirma que continua procurando emprego, pois tem muito chapa na pista e o serviço vem caindo. Para Oliveira, a pior coisa é trabalhar na chuva, ainda mais se ela for de vento. “Nesse caso o cobertinho não ajuda muito. No inverno a gente faz uma fogueira para espantar o frio.”

Segundo Mezgravis, os chapas estão espalhados por todo o território nacional, principalmente nas vias de acesso e entradas das cidades, como os entroncamentos entre rodovias de grande circulação. Ele ainda afirma que um bom chapa conhece profundamente a região onde mora e trabalha. “Sabe localizar endereços, marcos referenciais, tais como órgãos oficiais de Estado e viadutos.” Ainda é fundamental que ele saiba desviar de pedágios e fugir do tráfego intenso.

Há mais de 30 anos Eduardo Lunardelli planeja publicar um livro fotográfico sobre os chapas do Brasil. Enquanto esse sonho não se concretiza, o artista plástico usa a internet para escrever sobre esses profissionais e postar suas fotos, que podem servir de acervo para o futuro livro.

Eduardo afirma que, por natureza, os chapas são muito desconfiados, não gostam de dar informações pessoais, muito menos tirar fotografias e que, ao contrário do que muitos pensam, o GPS (sigla em inglês para sistema global de posicionamento, por satélite) não está extinguindo a profissão de chapas, pois a carga e descarga continuam sendo feitas manualmente.

O motorista Antônio Carlos Manetti, 63, dirige por São Paulo há 30 anos. Utilizou umas quatro ou cinco vezes o serviço de chapa, mas sempre como ajudante. Para ele a profissão de chapa se modernizou. “O celular agilizou a contratação dos carregadores e guias. A maioria dos caminhoneiros, quando está chegando à cidade, telefona e marca uma hora e um local para se encontrarem.”

Segundo o Ministério do Trabalho, os chapas poderiam se encaixar nas ocupações de trabalhadores de carga e descarga de mercadorias, carregadores de veículos de transportes terrestres, movimentadores de mercadorias e arrumadores de caminhões. Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) e SETCESP (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região) não dispõem de pesquisa ou estatística sobre os chapas.

“Eles são marginalizados nos dois sentidos: vivem nas margens das rodovias e são desprovidos de qualquer garantia trabalhista”, afirmou o artista plástico Lunardelli. Para o sociólogo Mezgravis, em alguns casos os chapas podem até serem reconhecidos como boias-frias, principalmente quando trabalham em algum momento da produção agro-industrial.

Apesar das dificuldades, a vida de chapa também tem o seu lado bom: eles conhecem pessoas de lugares diversos e visitam outras cidades, sempre descobrindo coisas novas. Para Mezgravis, o mestrado conseguiu mostrar que esses trabalhadores são de grande importância para o sistema de transportes de cargas do Brasil. “É como relatei na dissertação a frase de um chapa de Ribeirão Preto: ‘Se não fosse o chapa, a sua panela não fazia fumaça (...)’”.

Histórias do Asfalto


Por Mônica Casanova


Quatro horas da manhã. Esse é o horário que “Seu” Heleno, 55, acorda, de segunda a sábado, para trabalhar como chapa na Via Anchieta. “Boto a mala nas costas e ando um bom trecho a pé. Esse é o meu ganha pão.”

Desconfiado de tudo, Seu Heleno, como prefere ser chamado, não quis revelar o sobrenome. Durante a entrevista ficou o tempo todo de rabo de olho. “Pra que você precisa do meu sobrenome? Conversar eu até converso, mas foto nem pensar”, disse.

Nascido na Paraíba, ele conta que chegou a São Paulo aos 19 anos. Ainda jovem, arranjou emprego em uma firma de São Bernardo, onde trabalhou até os 45 anos. A partir daí o chapa foi em busca de novas oportunidades em outras empresas, mas a idade não ajudou muito. “Como tinha mais de 40, ninguém queria me dar uma chance. Vim um dia com os meus colegas ver como era trabalhar na pista, parei e estou aqui até hoje.”

Colegas também apresentaram a profissão para Josué Francisco de Paula, 49, que trabalha há 15 anos como chapa. “Eu estava à procura de emprego e encontrei esse serviço, mas é só um quebra galho”. De Paula é pedreiro. “Quando não estou fazendo um serviço, faço o outro.”

O caminhoneiro Rooper Lima, 60, viaja pelas estradas do Brasil há 42 anos e afirma que já utilizou serviço de chapa várias vezes, mas só para ajudar na carga e descarga. “Se for para procurar um endereço, eu mesmo uso o meu guia.” Ele conta que uma vez pegou um chapa que parou no caminho para pedir informação. “Deixei ele a pé no meio da estrada”, afirmou com tom de raiva.

Isso não aconteceria com Seu Heleno. O chapa garante que consegue ir a todos os cantos de São Paulo, mas assume que é difícil chegar a alguns endereços. “Às vezes, a rua é contramão. Às vezes, é estreita demais para passar o caminhão e, às vezes, é no meio do mato”, disse.

Já Santiago Rodrigues, 71, que trabalha como caminhoneiro há 35 anos, nunca utilizou o serviço de chapa. Conta que há duas semanas esteve com um deles sem saber. Um amigo que estava chegando a São Paulo com um caminhão grande ligou para ele, perguntando se poderia buscar a entrega com um caminhão menor, autorizado a entrar no centro da cidade. Chegando lá, o amigo falou pra ele levar junto o “ajudante”, que na verdade era um chapa.

O caminhoneiro Lima diz que prefere pagar um táxi para guiar o caminhão, porque sai bem mais barato. “Assim tenho mais segurança. Em último caso, eu mesmo vou parando e perguntando.” Lima afirma que, quando a carga é muito grande, alguns chapas nem aceitam fazer o trabalho sozinhos. “Já cheguei a usar quatro chapas de uma só vez. Se fosse usar somente um, ia acabar demorando mais de um dia para tirar toda a carga.”

Tanto o contratante como o contratado têm medo de serem assaltados. De Paula já viu muito roubo de carga nas pistas. “Alguns se fazem de chapas e ficam espreitando na beira das estradas. Entram no caminhão e levam tudo embora.” Lima revela que todo motorista tem receio, mas não tem jeito. “A gente tem que usar o serviço de chapa, a não ser que leve um conhecido.”

Seu Heleno tem apenas um irmão em São Bernardo e outro na Paraíba. “Quando tenho dinheiro, como. Não preciso me preocupar com ninguém.” Em média, o chapa ganha dois salários mínimos por mês. “Num mês bom, eu consigo tirar R$ 800 para mais. Isso cobrando R$ 30 para guiar e R$ 50 por carga e descarga, mas o preço pode variar.”

Ao contrário de Seu Heleno, De Paula tem mulher e filhos. “Tento fazer o maior número de entregas possível. Não tenho hora para voltar para casa, tem entrega que dura o dia todo. O bem-estar da minha família vem sempre em primeiro lugar.” Por mês, o chapa consegue ganhar entre R$ 600 e R$ 1 mil.

Segundo Seu Heleno, o trabalho pode mudar de acordo com a época. Em certos meses do ano o serviço é mais pesado, como em outubro e novembro. “Em dezembro, começam as férias e a demanda diminui”, disse.

O chapa dá duro no trabalho. Chega a trabalhar até 12 horas por dia. “Tenho 55 anos, mas ainda aguento o tranco. O que precisar fazer eu faço.” Ele também afirma que a maioria dos caminhoneiros costuma parar sempre nos mesmos pontos para contratar o serviço de algum conhecido.

O caminhoneiro Santiago sempre se perguntou se outros motoristas utilizavam o serviço dos chapas. “Tinha a impressão de que era um bando de pilantras que queriam um trocado para a cachaça.” Mas confessa que o chapa que conheceu há pouco tempo era bem educado, tinha família e pagava a faculdade para os filhos. “Aliás, foi uma conversa bem interessante.”

Mesmo assim, o caminhoneiro continua com o pé atrás. Prefere levar amigos que estejam desempregados ou até mesmo a mulher. “Minha má impressão vem desde a época em que um amigo pegou um chapa bêbado e outro contratou o serviço na estrada e desapareceu. Até hoje não encontraram nem o caminhão nem ele.”

Att.
Mônica Casanova

2 comentários:

sonia a. mascaro disse...

Eduardo,
Muito interessante a reportagem e entrevista da Mônica Casanova. Realmente você está de parabéns por documentar fotograficamente os CHAPAS e tornar conhecida essa atividade. Eu mesma, antes do seu blog, nunca tinha visto as placas nas estradas. Fico esperando pelo seu livro, que fará sucesso certamente!
Bjs.

mezgravis disse...

Parabéns companheiro!
Obrigado por tudo Monica!!

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REVISTA G1 do Portal de Notícias da Globo

A REVISTA G1 do PORTAL DE NOTÍCIA DA GLOBO publicou dia 23/setembro/2007 esta matéria:
Chapa, um verdadeiro amigo do caminhoneiro
À beira de estradas e avenidas, cada vez mais ele faz parte da rotina da Capital.Seu trabalho é servir de guia a motoristas e ajudar na descarga.MARCELO MORA
Especial para o G1, em São Paulo entre em contatoMarcelo Mora/G1
Genivaldo Barboza Carvalho, de 54 anos, um chapa com freguês fixo, aguarda serviço à beira da Rodovia Anhangüera. Quem chega pelas rodovias mais movimentadas ou passa por algumas das principais avenidas de São Paulo, como as marginais e a Bandeirantes, já pôde observar pequenas placas com os dizeres “CHAPA”, geralmente escritos a mão, com cores berrantes e letra irregular. Qualquer lugar serve: uma pedra, uma chapa de metal, um pedaço de madeira ou então de papelão mesmo, colocado em uma árvore. O objetivo é sempre o mesmo: chamar a atenção de caminhoneiros que chegam à Capital.Conheça alguns chapas das rodovias de SP
Na luta pela sobrevivência, o chapa oferece, na beira das estradas e avenidas, os seus serviços aos motoristas que vêm do Interior ou de outros estados. Em síntese, é mais um bico para aqueles que estão fora do mercado, seja pela idade, por falta de qualificação profissional ou por outros motivos, como ser ex-detento. Os caminhoneiros pagam aos chapas pelos serviços de guia. Afinal, circular pelos bairros de São Paulo não é tarefa das mais fáceis. E percorrer o melhor itinerário significa economia de tempo e, claro, de dinheiro, evitando ficar parado em congestionamentos. Por isso, todo chapa que se preze conhece a Capital na palma da mão. Chapa serve também para ajudar a carregar e descarregar a carga. Muitos caminhoneiros ainda trabalham como autônomos ou particulares. E necessitam desse tipo de mão-de-obra na entrega da carga. Como geralmente não conhecem as pessoas em São Paulo, recorrem aos chapas.
Madrugar e confiança
Como toda profissão, a de chapa também tem os seus macetes. Com a concorrência aumentando a cada dia, chegar cedo, logo de manhãzinha, à beira da estrada é um deles. E a confiança é o outro; o mais importante, aliás. É com base na confiança que o chapa pode até mesmo formar uma “clientela”. “Consigo arrumar trabalho todo dia, porque tenho freguês fixo. Se você não trabalhar direito, o caminhoneiro não te pega mais. Tem caminhoneiro que me liga avisando que está vindo e já marca para eu esperar nesta ou naquela estrada”, conta Genivaldo Barboza Carvalho, de 54 anos, enquanto acenava para motoristas à beira da Rodovia Anhanguera, na tarde de sexta-feira (21). Genivaldo, aliás, tem o perfil típico do chapa. São homens acima dos 50 anos que não encontram mais colocação no mercado de trabalho. “Comecei de chapa há três anos, porque não arrumo mais serviço. Trabalhei 28 anos como conferente em empresa de cargas com carteira registrada e ainda não consegui completar o tempo para me aposentar”, lamentou.Concorrência acirradaMarcelo Mora/G1Em menos de um quilômetro na Anhangüera, os chapas se enfileiram. A cada parada, o caminhoneiro pode constatar que os preços vão ficando mais baratos. A descarga de um caminhão, por exemplo, pode variar de R$ 30 a R$ 100; de uma carreta, de R$ 50 a R$ 200. Para circular pela Capital, fica mais em conta: entre R$ 20 a R$ 520. “Antigamente compensava (trabalhar de chapa). Agora, está ruim de serviço e tem muita concorrência. Por isso, não é todo dia que eu arrumo serviço. O que aparece, tem de pegar”, relata João Caetano de Souza, de 58 anos e há 15 no ‘ramo’. Um pouco adiante, preços ainda mais baixos e mais reclamações. “Consigo tirar R$ 100 por semana, uma mixaria”, diz Osvaldo Feitosa Dias, de 55 anos e chapa há 20, comodamente assentado em uma pedra à beira da estrada.Blog do ChapaComo em toda profissão, há os chapas confiáveis e aqueles que se aproveitam para passar por chapas e roubarem as cargas dos caminhoneiros. Desta forma, a desconfiança é inevitável, e quem paga são os chapas honestos. Aos poucos, no entanto, esses trabalhadores marginalizados começam a chamar a atenção de setores da sociedade, já que cada vez mais fazem, literalmente, parte da paisagem urbana. O artista plástico Eduardo Penteado Lunardelli, de 63 anos, por exemplo, criou o Blog do Chapas de Caminhoneiros. “A intenção é divulgar a idéia dos chapas e reunir fotos para fazer um livro chamado ‘Chapas do Brasil’. Com todas as fotos juntas, você terá um panorama fantástico, tanto geográfico quanto étnico, do Brasil”, explicou Eduardo.
João Caetano de Souza, de 58 anos é chapa á 15:" Esta ruim de serviço. O que aparece tem de pegar" MARCELO MORA G1

Algumas definições e textos com CHAPA

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO
CBO- Classificação Brasileira de Ocupações
7832 Trabalhadores de cargas e descargas de mercadorias
7832-15 ::Carregador (veículos de transportes terrestres) - Carregador de caminhão , Carregador de vagões , Carregador e descarregador de caminhões , Chapa (movimentador de mercadoria) , Chapa arrumador de caminhões , Chapa de caminhão


Chapa - É a denominação dada ao profissional autônomo que é contratado pelo motorista de caminhão para fazer o carregamento ou descarregamento da carga, na origem ou destino. http://www.guiadelogistica.com.br/

O "chapa" é aquele que se destina a descarregar mercadorias de caminhões, atendendo, a cada dia, motoristas e empresas distintas.
Com efeito, o "chapa" coloca sua mão-de-obra à disposição de múltiplos tomadores de serviços, geralmente permanecendo às portas de fábricas, por exemplo, à espera de serem chamados por caminhoneiros para promover o descarregamento das mercadorias por estes transportadas.


O chapa passava despercebido a toda a cidade, mas eu estacionei o carro para pedir informação. Sua profissão era essa mesmo: informar os motoristas e ...

O motorista desconfia que parte dos "chapas" (homens que fazem carga e descarga, colocados estrategicamente nas entradas das cidades) são olheiros de quadrilhas de roubo de carga. Alguns "chapas", comenta, "parecem microempresários, pois vivem com o celular na mão, dando dicas". CARLOS ROBERTO 37 anos, motorista que teve seu caminhão roubado.

Ao viajar por cidades desconhecidas, o caminhoneiro tem um companheiro certo, o "chapa", que o conduz até o local de entrega da mercadoria.
Fonte: Google

DAS HAVAIANAS- Dez- 2007

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Entrada de Blumenau, SC - Setembro 2010 ( Foto: Aloísio Almeida Prado)